sábado, março 7

fazes-me falta.

Não costumo pensar na falta que me fazes, não penso que tenho saudades, não penso quanto tempo falta para estar contigo. Não penso porque assim que a ideia se torna nítida na minha mente os meus olhos ficam húmidos. Disse-o hoje em voz alta e foi tão difícil conter-me. Mas hoje tenho de enfrentar que é mais difícil sem ti, é mais fácil perder-me de mim própria. Vai na volta lá vem o pensamento que se estivesses aqui seria diferente. 

Seria, ou não. Não interessa muito. Amanhã voltarei a pôr a carapaça, mas hoje tenho que admitir que me fazes muita falta. De todo este tempo em que pensei que afinal estava a ser fácil, quase nem se via passar o tempo, mentira. 

Parece que a tecnologia fica para os ricos. 



segunda-feira, junho 30

loucos


- Acho que estou a enlouquecer
- Porquê? 
- Voltei a sonhar, já sabes como fico quando sonho.
- Não estás a enlouquecer, todos temos a loucura já dentro de nós. Olha para mim... 
- Para ti? És louco?
- Só posso ser louco para te amar assim, sobretudo sou louco por ti vê lá tu. Que é o amor senão uma loucura, uma doença que nos embriaga. 
- Mas é outro tipo de loucura, tu sabes, tenho sonhado muito, sonho sobretudo que estás ausente. Hoje sonhei que te tinhas apaixonado pelo Gonçalo, imagina...
- Que tonta, foi só um sonho.
- Somos tão dependentes um do outro já viste? Até para sonhar.
- O telefone está a tocar não vais atender?
- Não, não quer perder a minha loucura. Quero ficar aqui. Se estás a enlouquecer quer enlouquecer contigo. Seremos dois loucos.
- Até ao fim.
- Até ao fim.

quarta-feira, junho 25

tudo


Amo-te com cada partícula do meu ser - costumava dizer-lhe quando a noite já ia longa e fechavam os olhos, a ouvir os corpos. 

Achava que toda a vida se tinha preparado para ele, embora não soubesse. Toda ela respirava amor por ele.

Ficavam em silêncio, enquanto ela pedia todas as noites para si - vida por favor não o leves, faz o que quiseres comigo, tira-me o que quiseres, mas deixa-o comigo. 

Cravava-lhe as unhas na pele e pressionava-o contra si. Se pudesse parava o tempo. 

quinta-feira, janeiro 16

dancing

We dance for laughter, 
We dance for tears,
We dance for madness, 
We dance for fears, 
we dance for hopes, 
we dance for screams, 
we are dancers, 

we create the dreams!


segunda-feira, novembro 18

Sobreviventes.

Somos todos sobreviventes.

Erro após erro, desgosto após desgosto.
Vivemos a vergonha do passado, a memoria de quem perdemos e já não voltamos a encontrar em vida, as memórias do que poderia ter sido, o arrependimento.

Vivemos com a certeza de que uma escolha pode mudar a nossa vida inteira. Que o dia de amanhã pode não ser garantido, nem para nós, nem para os que nos são mais próximos. E mesmo assim lutamos e sorrimos.

Parte de nós perde-se com o passar dos anos.. Perdemos um pouco de alma cada vez que alguém próximo morre. Morremos também por dentro.

E vamos sobrevivendo, dia após dia, com breves momentos de felicidade, em que a mente deixa esquecer tudo o resto para não enlouquecer.

segunda-feira, agosto 26

Sometimes, life is so mess up, that i can't actually believe.

Todas as escolhas têm suas consequências. Todos os actos os seus efeitos borboleta.

A encruzilhada está a formar-se, se não já metade construída. Depressa chegará a altura de escolher qual das ruas seguir.

Era necessário termos 3 vidas, ou um botão de rewind..

sábado, julho 13

chove na minha alma.



Numa noite de chuva disse-te a próxima vez que chover vens dormir comigo. 


Desde então não voltou a chover.

segunda-feira, julho 8

Até ao fim.

Hoje voltei a sonhar. Voltei a sonhar com ajuda dos livros. Esses fiéis companheiros das minhas viagens pela vida.
Esqueço-me que são eles que me ajudam a enfrentar as noites de solidão, que me fazem voar e conhecer países, que me dão calor à alma.
Hoje relembrei onde quero viver. Relembrei qual foi e sempre será o meu grande sonho.
Até ao fim.

domingo, junho 30

Impaciência.


"Há duas espécies de compaixão. Uma, feita de fraqueza, não passa de impaciência do coração, ansioso por se libertar, rapidamente, de um penoso enternecimento, em face da dor alheia. E existe a outra, a única que conta: a compaixão que não é sentimental, mas activa, compaixão que sabe o que quer e está resolvida a suportar por paciência e a prestar ajuda, até ao máximo esforço, e ainda para além das possibilidades humanas."

                                                                          Stefan Zweig